Extrema pobreza no Brasil atingiu menor patamar da história em 2020, indica estudo

Dados são do Banco Mundial e refletem o impacto provocado pelo Auxílio Emergencial, recurso que o Governo Federal ofereceu à população durante a pandemia de Covid-19

Notícias | Brasil

10 Novembro, 2022

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Extrema pobreza no Brasil atingiu menor patamar da história em 2020, indica estudo


O Auxílio Emergencial, implementado pelo Governo Federal logo no início da pandemia de Covid-19, fez com que a extrema pobreza no Brasil atingisse o menor patamar da série histórica em 2020. Os dados são de um relatório apresentado pelo Banco Mundial. De acordo com o estudo, a porcentagem de pessoas que viviam abaixo da linha de extrema pobreza no país passou de 5,4% em 2019 para 1,9% em 2020.

Em números totais, a redução foi de 11,37 milhões para 4,14 milhões de pessoas no período. Ou seja, 7,23 milhões de pessoas saíram dessa situação entre 2019 e 2020, quando foi criado o Auxílio Emergencial no valor mínimo de R$ 600. O levantamento mostra ainda que essa redução de 3,5% da taxa brasileira foi a maior de toda a América Latina no mesmo ano.

“O Auxílio Emergencial surgiu em um momento crítico, quando muitas pessoas ficaram impossibilitadas de trabalhar em função da pandemia. A falta de renda atingia de maneira muito mais grave quem já vivia em uma situação de vulnerabilidade social. O recurso oferecido pelo Governo Federal foi fundamental para mais de 68 milhões de pessoas no Brasil e em especial para quem vivia em situação de extrema pobreza”, diz o ministro da Cidadania, Ronaldo Bento.

A extrema pobreza, segundo o Banco Mundial, ocorre quando as pessoas recebem até US$ 2,15 por dia, cerca de R$ 11. A série histórica do relatório teve início em 1980, e em 1990 a extrema pobreza atingia 24% da população brasileira. Em 2019, era de 5,4%.  Com a adoção do benefício federal na pandemia, a taxa conseguiu a queda acentuada para marcar 1,9%¨em 2020. Além de aumentar o valor mensal que antes era pago pelo Programa Bolsa Família, o Auxílio Emergencial também ampliou o público apto a receber a transferência de renda.

O recurso foi disponibilizado a 68,3 milhões de brasileiros, resultado de um investimento de R$ 354,6 bilhões. No caso de mulheres provedoras de família monoparental, ou seja, sem cônjuge e responsável por ao menos uma pessoa menor de 18 anos, o valor era dobrado, totalizando R$ 1.200 por mês. Foram cinco parcelas em 2020, estendidas posteriormente por outros quatro meses.

Em 2021, o Auxílio Emergencial entrou em uma nova etapa, sendo pago até outubro. No mês seguinte, teve início o atual programa de transferência de renda do Ministério da Cidadania, o Auxílio Brasil. A iniciativa integra várias políticas públicas de assistência social, saúde, educação, emprego e renda.

Na última folha de pagamento, de outubro, o benefício atingiu o recorde de 21,13 milhões de famílias contempladas, a partir de um investimento de R$ 12,8 bilhões. Do total de lares beneficiados, 17,2 milhões, ou 81,5%, são chefiados por mulheres.

Metodologia

O relatório do Banco Mundial mostra que o Brasil teve a maior redução da extrema pobreza em toda a América Latina em 2020. O estudo foi feito a partir de uma atualização dos métodos utilizados para medir a renda e a pobreza ao redor do mundo. As estimativas são usadas pela ONU para acompanhar o progresso dos países com foco na meta de erradicar a extrema pobreza até 2030.

No último mês de setembro, o valor da linha de pobreza mudou de US$ 1,90 para US$ 2,15, refletindo uma mudança nas unidades em que o Banco Mundial expressa seus dados de pobreza e desigualdade (de dólares internacionais dados em preços de 2011 para dólares internacionais dados em preços de 2017). Com a nova metodologia, as estimativas de pessoas em extrema pobreza saíram de 8,7% para 8,4% em 2019 ao redor do mundo.

Assessoria de Comunicação – Ministério da Cidadania

Vanderlei Gontijo

vanderlei@patos1.com.br




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