Golpes do IPVA 2026 se espalham na internet; veja como se proteger

O superintendente de Arrecadação e Informações Fiscais da SEF, Leônidas Marques, a força-tarefa criada em 2025 para prevenir e combater fraudes segue ativa em 2026

Notícias | Gerais

09 Janeiro, 2026

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Golpes do IPVA 2026 se espalham na internet; veja como se proteger


A escala de vencimento do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) 2026 começa no dia 9 de fevereiro, porém os contribuintes que desejarem podem antecipar o pagamento a partir de 2 de janeiro. Assim como em anos anteriores, o Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Fazenda (SEF), alerta para o aumento de golpes aplicados pela internet relacionados ao imposto.

A orientação principal é que o pagamento do IPVA seja realizado exclusivamente pelo site oficial da SEF (www.fazenda.mg.gov.br) ou pelo aplicativo MG App, evitando links recebidos por mensagens, e-mails ou redes sociais.

De acordo com o superintendente de Arrecadação e Informações Fiscais da SEF, Leônidas Marques, a força-tarefa criada em 2025 para prevenir e combater fraudes segue ativa em 2026. Entre as principais ações estão a derrubada de sites fraudulentos, a suspensão de CNPJs utilizados para a abertura de empresas e contas digitais com fins criminosos, além do bloqueio de contas bancárias de suspeitos.

Ao identificar links ou sites suspeitos, o cidadão deve registrar ocorrência na Delegacia Virtual ou em uma unidade da Polícia Civil, além de formalizar denúncia junto à Ouvidoria-Geral do Estado (OGE). Os casos são encaminhados ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) para adoção de providências e investigação.

É fundamental anexar comprovantes de pagamento e o endereço eletrônico (URL) do site fraudulento. A SEF reforça que não há previsão de ressarcimento para quem efetuar pagamentos indevidos. Mesmo após cair em golpe, o contribuinte continua obrigado a pagar o IPVA para regularizar a situação.

Em 2025, cerca de 2,6 mil casos de golpes envolvendo o IPVA chegaram ao conhecimento da Secretaria de Estado de Fazenda. As práticas mais comuns incluem a criação de sites falsos que imitam páginas oficiais do governo e o envio de links por aplicativos de mensagens e e-mails, geralmente oferecendo descontos atrativos.

Outra modalidade recorrente é o phishing, em que criminosos induzem as vítimas a fornecer dados pessoais, posteriormente utilizados em outras fraudes e operações bancárias.

Vanderlei Gontijo

vanderlei@patos1.com.br




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