Influenciador brasileiro Júnior Pena, ex-morador de Tiros, é preso pelo Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE)
O caso gerou grande repercussão nas redes sociais, tanto no Brasil quanto entre brasileiros que vivem nos Estados Unidos.
O influenciador digital
brasileiro Junior Pena foi preso pelo Serviço de Imigração e Alfândega dos
Estados Unidos (ICE) no último sábado (31), em território norte-americano. Com
mais de 480 mil seguidores nas redes sociais, ele ficou conhecido por produzir
conteúdo sobre imigração, trabalho e a rotina de brasileiros nos EUA, onde vive
desde 2009.
Segundo informações divulgadas
pelo policial Maycon MacDowel, amigo pessoal do influenciador, Junior está
detido no Centro de Detenção Delaney Hall, em Newark, no estado de Nova Jersey.
A prisão teria ocorrido por um problema administrativo no processo migratório,
especificamente pelo não comparecimento a uma audiência de imigração.
De acordo com Maycon, Junior
Pena não possui ordem de deportação. Ele explicou que o influenciador entrou
nos Estados Unidos pelo México e estava inserido em um processo legal que
previa pedido de perdão junto à Corte de Imigração, o qual teria sido aprovado.
Com isso, Junior poderia retornar ao Brasil e dar continuidade à regularização
de forma legítima.
“Para não ter fofoca: ele não
tem carta de deportação nenhuma”, afirmou Maycon em vídeo publicado nas redes
sociais. Segundo ele, uma advogada já foi contratada e atua para tentar
reverter a detenção.
Natural de Belo Horizonte,
Junior Pena passou grande parte da vida em Tiros, no Alto Paranaíba, cidade da
qual sempre se declarou morador. Além dos conteúdos sobre imigração, ele também
realizava lives solidárias, campanhas humanitárias e ações para ajudar
brasileiros em situação de vulnerabilidade nos EUA.
Antes da prisão, o
influenciador havia publicado vídeos minimizando os efeitos das políticas
migratórias mais rígidas adotadas pelo governo norte-americano. Em outro
momento, no entanto, também chegou a criticar abordagens do ICE, classificando
algumas ações como “desumanas”.
O caso gerou grande repercussão
nas redes sociais, tanto no Brasil quanto entre brasileiros que vivem nos
Estados Unidos.
Reportagem: Divulgação/Portal Metrópoles/Paranaíba Agora / Foto Capa: Redes Sociais
