Prefeitura de Carmo do Paranaíba esclarece caso de hantavírus e descarta relação com surto em navio
Secretaria Municipal de Saúde afirma que caso foi registrado em fevereiro, monitorado pela Vigilância Epidemiológica e não representa risco atual para a população
A Prefeitura de Carmo do
Paranaíba, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, divulgou uma nota oficial
nesta segunda-feira (11) para esclarecer informações sobre o caso de hantavírus
registrado no município em fevereiro de 2026.
Segundo a administração
municipal, o caso foi devidamente notificado e acompanhado pela Vigilância
Epidemiológica desde os primeiros atendimentos. A confirmação laboratorial da
doença foi realizada pela Fundação Ezequiel Dias (Funed) no dia 20 de fevereiro.
Na nota, a Secretaria reforça
que o caso não possui qualquer relação com o surto registrado recentemente no
navio Hondius, podendo inclusive envolver cepas diferentes do vírus.
Para tranquilizar a população,
o município destacou que o período máximo de incubação da hantavirose pode
chegar a 60 dias, prazo já ultrapassado em relação ao caso registrado em Carmo
do Paranaíba.
“A Vigilância Epidemiológica
adotou de forma imediata todas as medidas preventivas e ações de monitoramento
necessárias”, informou a Secretaria.
Ainda conforme a nota, o
paciente apresentou inicialmente sintomas compatíveis com outras doenças
virais, evoluindo posteriormente para um quadro respiratório grave,
característico possível da hantavirose. Após atendimento médico e transferência
para uma unidade hospitalar de referência, ele acabou morrendo.
Dados da Secretaria de Estado
de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) apontam que a vítima foi um homem de 46 anos
que teria sido exposto ao vírus após contato com roedores silvestres em uma
lavoura de milho, na zona rural.
Os primeiros sintomas surgiram
no dia 2 de fevereiro, com fortes dores de cabeça. Em 6 de fevereiro, ele
procurou atendimento médico apresentando febre, dores musculares, dores nas
articulações e desconforto lombar. O homem morreu no dia 8 de fevereiro, antes
da divulgação oficial do resultado dos exames.
A Prefeitura também aproveitou
a nota para reforçar orientações preventivas à população. A hantavirose é uma
doença viral rara transmitida principalmente pelo contato com secreções de
roedores infectados, especialmente em ambientes rurais e locais fechados.
Entre as recomendações estão
evitar contato com fezes e urina de ratos, manter ambientes limpos e ventilados
e utilizar equipamentos de proteção durante limpezas em locais com possível
infestação.
Até o momento, segundo a
SES-MG, este é o único óbito por hantavírus confirmado no Brasil em 2026.
Por Fernando Alvim
