Família de Patos de Minas produz um dos queijos mais premiados do município

Maria Abadia destaca que disciplina e dedicação, desde o cuidado com o rebanho, são fundamentais para manter os custos sob controle e garantir a sustentabilidade do negócio

Notícias | Economia

21 Janeiro, 2026

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Família de Patos de Minas produz um dos queijos mais premiados do município


A produção de queijo é a especialidade de Maria Abadia Caixeta e de sua família. De domingo a domingo, a rotina na fazenda começa ainda de madrugada e só termina à noite, quando os queijos estão prontos e as tarefas domésticas, concluídas.

Mãe de cinco filhos, quatro mulheres e um homem, todos já adultos, Maria Abadia e o marido, Armando Mendes, iniciaram cedo a trajetória no empreendedorismo, movidos pela necessidade de sustentar a família. O que começou como sobrevivência tornou-se referência em Patos de Minas, município do Alto Paranaíba, onde hoje produzem um dos queijos mais reconhecidos da região.


Donos de uma fazenda leiteira, o casal começou vendendo doces e queijos. Enquanto Maria Abadia se dedicava à produção de doce de leite, coco, mamão, manga, entre outros, além dos queijos e das tarefas da casa, Armando e o filho Carlos Jair cuidavam do rebanho no campo.

Com o passar dos anos, a empreendedora decidiu encerrar a produção de doces e focar exclusivamente na fabricação de queijos artesanais. Atualmente, ela divide as tarefas com o marido e o filho, enquanto Carlos Jair e a filha Iara Marques ficam responsáveis pela comercialização dos produtos na Feira do Produtor Rural de Patos de Minas, nas manhãs de sábado.

A família acompanha todas as etapas do negócio, desde o manejo do rebanho até a venda final e o relacionamento com os clientes. Maria Abadia relata que os primeiros anos foram difíceis: por muito tempo, a venda do queijo não gerou lucro real, servindo apenas para manter a atividade e os animais.

O cenário começou a mudar quando surgiu a oportunidade de vender diretamente ao consumidor nas feiras da cidade. A partir desse momento, vieram o lucro e a estabilidade financeira. Ainda assim, a produtora reconhece que erros de planejamento levaram a investimentos desnecessários, o que também trouxe prejuízos ao longo do caminho.

Mesmo diante dos desafios, a família nunca desistiu da produção do Queijo Minas Artesanal. O esforço foi recompensado: atualmente, boa parte da produção é vendida sob encomenda, já que os queijos disponíveis costumam se esgotar nas primeiras horas da feira.


Maria Abadia destaca que disciplina e dedicação, desde o cuidado com o rebanho, são fundamentais para manter os custos sob controle e garantir a sustentabilidade do negócio. Embora siga um padrão tradicional de fabricação, a família está sempre em busca de novos conhecimentos, adotando boas práticas de produção.

Outro diferencial está no pingo, fermento lácteo natural essencial para o queijo artesanal mineiro. O pingo é o soro residual rico em bactérias benéficas, responsável por conferir sabor, aroma e textura únicos ao queijo ao ser adicionado ao leite cru da produção seguinte. O fermento produzido pela família, inclusive, é fornecido a outras queijarias da região.

A padronização do produto também é apontada como segredo do sucesso, garantindo ao consumidor sempre a mesma qualidade, sabor e textura.

Com foco, carinho pelo que fazem e muita determinação, Maria Abadia e sua família trabalham incansavelmente para levar à mesa do consumidor um queijo de excelência. Assim, o negócio segue crescendo e se consolidando como referência em Patos de Minas.

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Por Clube Notícia 

Vanderlei Gontijo

vanderlei@patos1.com.br




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